Geologia em números: 36 cursos, 588 formados por ano e um piso legal de R$ 13,8 mil que o mercado quase paga
A Geologia é a menor das formações de nível superior da comunidade ambiental em número de alunos e uma das mais bem pagas. São 4.307 matrículas no país inteiro, 588 formados por ano e nenhuma vaga a distância: todos os 36 cursos são presenciais e 32 deles são públicos. Na outra ponta, a mediana salarial com carteira assinada, R$ 11.414, fica a R$ 2,4 mil do piso legal de 8 horas, a menor distância entre as profissões com piso que esta série já cobriu, e 88% dos geólogos registrados no Sistema Confea/Crea trabalham na própria área, o maior índice entre todas as especialidades do sistema. Desde novembro de 2024, uma lei equiparou o geólogo ao engenheiro geólogo e tirou da dúvida judicial o direito ao piso. Esta é a sexta edição da série em que o AMB4 passa a régua, profissão por profissão, no estudo "Quem somos nós? O tamanho da comunidade ambiental brasileira".

A Geologia é a menor das formações de nível superior da comunidade ambiental em número de alunos e uma das mais bem pagas. São 4.307 matrículas no país inteiro, 588 formados por ano e nenhuma vaga a distância: todos os 36 cursos são presenciais e 32 deles são públicos. Na outra ponta, a mediana salarial com carteira assinada, R$ 11.414, fica a R$ 2,4 mil do piso legal de 8 horas, a menor distância entre as profissões com piso que esta série já cobriu, e 88% dos geólogos registrados no Sistema Confea/Crea trabalham na própria área, o maior índice entre todas as especialidades do sistema. Desde novembro de 2024, uma lei equiparou o geólogo ao engenheiro geólogo e tirou da dúvida judicial o direito ao piso. Esta é a sexta edição da série em que o AMB4 passa a régua, profissão por profissão, no estudo “Quem somos nós? O tamanho da comunidade ambiental brasileira”.
Quem já está habilitado
O geólogo é profissão regulamentada desde a Lei 4.076, de 23 de junho de 1962, e o registro é feito no Sistema Confea/Crea, no grupo Engenharia, modalidade Geologia e Minas, a mesma câmara que reúne os engenheiros de minas. Os primeiros cursos abriram em 1957 (USP, UFRJ, UFPE, UFRGS e a Engenharia Geológica de Ouro Preto), e o Dia do Geólogo, 30 de maio, marca a aprovação do projeto que virou a lei de 1962.
O Confea não publica uma série aberta de títulos ativos por profissão fora do painel interno, e por isso o tamanho da categoria precisa ser montado por aproximações, todas do próprio sistema: cerca de 10 mil geólogos em 2009, segundo o então presidente da Federação Brasileira de Geólogos em texto publicado pelo Confea; mais de 12 mil profissionais da Geologia registrados em 2014, segundo o conselho federal na abertura do Congresso Brasileiro de Geologia; e mais de 12 mil geólogos representados pelas 28 entidades da Febrageo em 2019. Nos estados, o Crea-SP contava mais de 2 mil geólogos e engenheiros geólogos registrados em junho de 2026, e o Crea-RS tinha 836 em 2019, 35% a mais do que em 2011. Em resumo: a profissão tem entre 12 mil e 15 mil pessoas habilitadas, um universo cem vezes menor que o 1,2 milhão de profissionais ativos do sistema.

Duas leis mudaram esse quadro recentemente. A Lei 15.026, de 18 de novembro de 2024, declarou que geologia e engenharia geológica são a mesma profissão, permitiu ao geólogo pedir ao Crea o título de engenheiro geólogo e estendeu a ele, por escrito, a Lei 4.950-A (o piso dos engenheiros) e a Lei 5.194. Antes disso, processos judiciais questionavam se o geólogo tinha direito ao piso. A Lei 15.074, de 26 de dezembro de 2024, regulamentou a profissão de geofísico e a trouxe para dentro do Crea, na mesma modalidade; o Confea autorizou o registro em maio de 2025, e geólogos já registrados não precisam de inscrição nova para atuar em geofísica.

| Indicador | Valor | Referência |
|---|---|---|
| Geólogos no Brasil | cerca de 10 mil | Febrageo/Confea, 2009 |
| Profissionais da Geologia registrados no Sistema Confea/Crea | mais de 12 mil | Confea, set/2014 |
| Geólogos representados pela Febrageo (28 entidades) | mais de 12 mil | Confea, set/2019 |
| Geólogos e engenheiros geólogos registrados no Crea-SP | mais de 2 mil | Crea-SP, jun/2026 |
| Geólogos e engenheiros geólogos no Crea-RS | 836 (+35% desde 2011) | Crea-RS, jul/2019 |
| Profissionais ativos no sistema (todas as modalidades) | 1.219.742 | Confea, set/2026 |
| Equiparação geólogo = engenheiro geólogo | Lei 15.026 | 18/11/2024 |
| Registro de geofísicos no Crea | Lei 15.074 | 26/12/2024 |
Quem está chegando
O Censo da Educação Superior 2024, do Inep, registra 4.307 matrículas em Geologia, 951 ingressantes e 588 concluintes no ano. É a menor formação entre as oito que o AMB4 acompanha no estudo “Quem somos nós?”: 1,4% das 306 mil matrículas do conjunto. Para cada 100 alunos que entram, cerca de 62 saem formados no mesmo ano de referência (não é a mesma turma, mas o funil é bem menos apertado que o de cursos de massa).
A oferta é pequena, pública e presencial. A Sociedade Brasileira de Geologia lista 36 cursos de graduação, 32 de Geologia e 4 de Engenharia Geológica (Ouro Preto, Pelotas, UFVJM e um previsto na UFMS). Desses, 28 estão em universidades federais, 4 em estaduais (USP, Unesp, Unicamp e UERJ) e apenas 4 em instituições privadas (Unama, UniBH, Finom e Unisinos). O MEC não autoriza nenhuma graduação em Geologia a distância, por causa das aulas de campo e de laboratório. É a segunda formação da série, depois da Engenharia Florestal, totalmente fora da onda EAD que responde por mais da metade das vagas de Agronomia e por polos de milhares de alunos em Biologia e Gestão Ambiental.

| Formação em Geologia (Censo 2024) | Valor |
|---|---|
| Matrículas | 4.307 |
| Ingressantes | 951 |
| Concluintes | 588 |
| Participação nas matrículas das 8 formações da comunidade | 1,4% |
| Cursos de graduação (Geologia + Engenharia Geológica) | 36 (32 + 4) |
| Cursos em instituições públicas | 32 (28 federais, 4 estaduais) |
| Cursos a distância | nenhum autorizado pelo MEC |
O lado de fora do Censo mostra quem está disputando essas cadeiras: o concurso do Serviço Geológico do Brasil (SGB, antiga CPRM) aberto em agosto de 2025 ofereceu 115 vagas para pesquisador, analista e técnico em geociências, com remuneração inicial de até R$ 10.577,48, e provas em 13 capitais.
Quanto ganha
Aqui está a maior novidade da edição. Até 2024, o piso da Lei 4.950-A (6 salários mínimos para 6 horas diárias, 8,5 para 8 horas) valia para engenheiros, arquitetos, químicos, veterinários e agrônomos, e o geólogo dependia de interpretação. Com a Lei 15.026/2024, o piso passou a ser expressamente dele. Com o salário mínimo de 2026 em R$ 1.621, isso significa R$ 9.726 para 30 horas semanais e R$ 13.778,50 para 40 horas. O efeito já apareceu: a Cetesb, em São Paulo, reajustou o salário de 32 geólogos para o piso, com efeito desde o mês da sanção, segundo o Crea-SP.
O mercado formal, por sua vez, paga mais perto desse piso do que em qualquer outra profissão da série. Segundo o Salário.com.br, com base nos registros do CAGED entre agosto de 2025 e julho de 2026 (1.360 movimentações), o geólogo (CBO 2134-05) tem salário médio de R$ 11.981,67, mediana de R$ 11.414, piso observado de R$ 5.004,05 e teto de R$ 21.383,60, com jornada de 42 horas. Um quarto dos contratados ganha mais de R$ 14 mil, acima do piso de 8 horas. A mediana fica em 83% do piso cheio e acima do piso de 6 horas. Em Agronomia, para comparar com uma edição já publicada, a mediana era R$ 8.805, dois terços do piso.

Dentro da própria família de ocupações (CBO 2134), o geólogo fica no meio da tabela: o geofísico tem média de R$ 17.313,55, 45% a mais; o geólogo de engenharia, R$ 12.674,75; o hidrogeólogo, R$ 8.124,03; e o petrógrafo, R$ 5.196,35. A média do geólogo subiu 5,7% em um ano e 32,3% desde 2020, pouco acima da inflação do período.

| Faixa | Valor mensal | Fonte |
|---|---|---|
| Teto observado | R$ 21.383,60 | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
| 3º quartil | R$ 14.000,00 | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
| Piso legal, 8 horas (8,5 SM) | R$ 13.778,50 | Lei 4.950-A, estendida pela Lei 15.026/2024 |
| Média | R$ 11.981,67 | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
| Mediana | R$ 11.414,00 | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
| Piso legal, 6 horas (6 SM) | R$ 9.726,00 | Lei 4.950-A, estendida pela Lei 15.026/2024 |
| 1º quartil | R$ 7.868,00 | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
| Piso observado (convenções) | R$ 5.004,05 | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
Como e onde trabalha
O Mini-Censo Confea 2024, pesquisa da Quaest com 48 mil profissionais do sistema entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025, traz o dado mais forte desta edição: 88% dos geólogos trabalham na área de formação, o maior índice entre todas as especialidades pesquisadas, contra média de 78% do sistema. A pesquisa não abre vínculo nem renda por modalidade, então vale o retrato geral: 92% empregados, 40% CLT, 20% empresários, 11% servidores públicos e 29% em outros arranjos.
Esse retrato combina com o perfil do emprego formal. Nos 12 meses até julho de 2026, foram 671 admissões e 689 desligamentos de geólogos com carteira, saldo de 18 vagas negativas, o menor saldo em módulo da série até agora, com rotatividade de 50,7%. O contratado típico tem 31 anos e trabalha em escritório de engenharia; Belo Horizonte é a cidade que mais contrata. As mulheres foram 39,6% das admissões no último trimestre, 9,5 pontos acima do trimestre anterior.

| Vínculo e movimentação | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Geólogos atuando na própria área | 88% (média do sistema: 78%) | Mini-Censo Confea 2024 |
| Empregados (todo o sistema) | 92% | Mini-Censo Confea 2024 |
| CLT / empresários / servidores / outros (todo o sistema) | 40% / 20% / 11% / 29% | Mini-Censo Confea 2024 |
| Admissões / desligamentos / saldo | 671 / 689 / -18 | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
| Rotatividade | 50,7% | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
| Mulheres nas admissões (último trimestre) | 39,6% | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
| Idade típica / setor / cidade | 31 anos / escritórios de engenharia / Belo Horizonte | CAGED, ago/2025 a jul/2026 |
Saldos CAGED das edições anteriores, para situar: Agronomia (-260), Biologia (-245), Engenharia Ambiental (+98), Engenharia Florestal (-47) e Gestão Ambiental (+71). A Geologia gira tanto quanto as outras e cresce tão pouco quanto elas, só que numa base muito menor.
O mercado por trás
O setor que absorve a maior parte dos geólogos vive um ciclo forte. Segundo o Ibram, a mineração brasileira faturou R$ 298,8 bilhões em 2025, alta de 10,3%, exportou cerca de US$ 46 bilhões e respondeu sozinha por 55% do saldo da balança comercial do país (US$ 37,6 bilhões de US$ 68,3 bilhões). O minério de ferro ainda é 52,6% do faturamento, mas o ouro e o cobre ganharam peso: a CFEM, royalty mineral, chegou a R$ 7,9 bilhões, com Minas Gerais (45%) e Pará (39%) à frente. O setor somava 229.312 empregos diretos em novembro de 2025, com saldo de 8.330 vagas criadas no ano.

O dado que mais interessa ao geólogo, porém, está antes da mina. A Agência Nacional de Mineração recebeu 9.319 requerimentos de pesquisa mineral em 2025, e o ritmo acelerou de 1.637 no primeiro trimestre para 2.960 no quarto, alta de 81%, puxada pela corrida aos minerais críticos (terras raras, lítio, níquel, grafita, cobre). Pesquisa mineral é trabalho de geólogo, e o Ibram projeta US$ 76,9 bilhões de investimentos entre 2026 e 2030, US$ 21,3 bilhões deles em minerais críticos. A própria ANM admite que não tem servidores para analisar a fila. Fora da mineração, água subterrânea, geotecnia de encostas e barragens, licenciamento e petróleo completam o mapa de atuação, mas sem estatística própria.
| Mineração em 2025 | Valor |
|---|---|
| Faturamento | R$ 298,8 bilhões (+10,3%) |
| Exportações | cerca de US$ 46 bilhões (+6,2%) |
| Participação no saldo da balança comercial | 55% |
| Empregos diretos (nov/2025) | 229.312 (saldo +8.330 no ano) |
| CFEM arrecadada | R$ 7,9 bilhões |
| Requerimentos de pesquisa mineral na ANM | 9.319 (1T: 1.637; 4T: 2.960) |
| Investimentos previstos 2026 a 2030 | US$ 76,9 bilhões |
O que os números dizem, e o que não dizem
Três pontos ficam claros. Primeiro, a Geologia é a profissão mais fechada da comunidade ambiental: poucos cursos, quase todos públicos, nenhum a distância, e menos de 600 formados por ano para um setor que fatura R$ 300 bilhões. Segundo, é a que mais trabalha no próprio ofício e a que chega mais perto do piso legal, e a lei de 2024 removeu a última dúvida sobre se esse piso é dela. Terceiro, a corrida aos minerais críticos está criando demanda por pesquisa mineral num ritmo que a formação, com 951 calouros por ano, não acompanha.
O que os números não dizem é quantos geólogos existem hoje. O Confea tem o dado por título no painel interno, mas as referências públicas param em “mais de 12 mil”, de 2014 e 2019. Também não há pesquisa de vínculo e renda específica da categoria: o Mini-Censo abre apenas o percentual de atuação na área. E o CAGED enxerga só 40% do universo, o que em Geologia, com forte presença de consultoria e de pesquisa, deixa de fora uma parte grande da profissão.
Nota metodológica: os totais de geólogos citados vêm de declarações do Confea, da Febrageo e de Creas estaduais em datas diferentes (2009, 2014, 2019, 2026) e não formam uma série; o painel de títulos ativos do Confea não foi consultado nesta edição. Matrículas, ingressantes e concluintes são do Censo da Educação Superior 2024 (Inep), ainda vigente em 8 de outubro de 2026, já que o Censo 2025 não havia sido divulgado. Os 36 cursos vêm da lista da SBG atualizada em 2022 e incluem um curso previsto; o Censo não separa Geologia de Engenharia Geológica. Salários do CAGED cobrem apenas o emprego formal e as faixas da família CBO 2134 não são somáveis. Os números do Ibram excluem petróleo e gás. Piso legal calculado com o salário mínimo de 2026 (R$ 1.621, Decreto 12.797/2025).
Foto de capa: estudantes de geologia em trabalho de campo. Thangeni/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
14 de outubro de 2026
Fontes
- Lei 15.026, de 18 de novembro de 2024 (equivalência entre geologia e engenharia geológica): camara.leg.br
- Agência Senado, “Diplomas de geologia e de engenharia geológica se equivalem, confirma Senado” (16/10/2024): senado.leg.br
- Crea-SP, “Garantia de Salário-Mínimo Profissional para geólogos em empresas e órgãos públicos” (11/09/2025): creasp.org.br
- AEAAPP, “Geólogos conquistam equiparação histórica” (11/12/2024): aeaapp.com.br
- Febrageo, “Geofísicos agora podem se registrar no Crea” (07/06/2025): febrageo.org.br
- Confea, “Geologia na base de muitas atividades” (25/05/2009): confea.org.br
- Confea, “Confea destaca relevância dos geólogos para o desenvolvimento sustentável do Brasil” (21/09/2014): confea.org.br
- Confea, “XVI Simpósio de Geologia do Centro-Oeste recebe lançamento de livro” (11/09/2019): confea.org.br
- Crea-SP via Resenhas News, “A força da Geologia no desenvolvimento sustentável e na segurança da sociedade” (07/06/2026): resenhasnews.com.br
- Crea-RS, levantamento de profissionais e empresas de Geologia e Engenharia de Minas no RS (jul/2019): PDF
- SIGESP, “Breve histórico da regulamentação da profissão de geólogo” (2022): sigesp.org.br
- Confea, Mini-Censo Confea 2024 (pesquisa Quaest, 48 mil entrevistas): confea.org.br
- Inep, Censo da Educação Superior 2024 (tabulação por curso via aluno.com.br): aluno.com.br
- Sociedade Brasileira de Geologia, “Cursos de Graduação em Geologia e Engenharia Geológica”: sbgeo.org.br
- EAD.com.br, “Existe faculdade de Geologia a distância?” (02/12/2020): ead.com.br
- Salário.com.br, Geólogo, CBO 2134-05 (CAGED, ago/2025 a jul/2026): salario.com.br
- Lei 4.950-A/1966 e Decreto 12.797/2025 (salário mínimo de 2026): planalto.gov.br
- Serviço Geológico do Brasil, Edital 1/2025 (115 vagas, FGV), via Cenário Energia (01/08/2025): cenarioenergia.com.br
- Ibram, “Setor Mineral 2025” (03/02/2026): PDF e ibram.org.br
- ANM via Agência iNFRA, “Mineradoras pagam R$ 7,9 bilhões em royalties em 2025” (22/01/2026): agenciainfra.com
- ANM via Folhapress/Bem Paraná, “Corrida por minerais críticos faz pedidos de pesquisa saltarem 81% em um ano” (24/02/2026): bemparana.com.br
- AMB4, “Quem somos nós? O tamanho da comunidade ambiental brasileira”, relatório final, edição 2026 (14/09/2026)
- Fotos: Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0 (Thangeni, Tisquesusa, Jlawrencegeo, IsabeleC)
Conteúdo informativo, publicado em outubro 14, 2026. Não substitui consultoria técnica ou jurídica específica.